Infraestruturas verdes para lidar com águas pluviais

Em muitas cidades e subúrbios antigos, superfícies impermeáveis como telhados, estacionamentos, ruas e calçadas dominam a paisagem e evitam que a água da chuva seja absorvida pelo solo. Ao invés disso, a água flui rapidamente sobre o concreto e o asfalto, carregando consigo os poluentes que encontra em seu caminho até os córregos e rios próximos. A falta de superfícies porosas significa que mesmo as tempestades e chuvas cotidianas podem sobrecarregar esgotos e estações de tratamento com águas residuais não tratadas sendo descarregadas em lagos, rios e mares.

Neste cenário, o desafio é encontrar maneiras de melhorar a drenagem e manejo de águas pluviais em áreas urbanas, sem sacrificar ou desencorajar a concentração de desenvolvimento que gera muitos benefícios ambientais e econômicos.

As formas padronizadas de lidar com as águas pluviais são caras e de âmbito limitado. Modernizar esses sistemas de maneira que as águas pluviais sejam separadas dos sistemas de esgoto é particularmente caro em cidades. Essa separação ajudaria a reduzir o risco de que águas residuais poluam os cursos de água. Outra opção, a expansão das estações de tratamento também é extremamente cara. Os problemas são agravados pela crescente intensidade de tempestades. Isso tudo demonstra que as soluções tradicionais de engenharia de tubos, tanques de armazenamento e outras estruturas físicas não são mais suficientes para lidar com a Mãe Natureza.

Nos últimos anos, as chamadas técnicas de infraestrutura verde têm evoluído. Em geral, elas procuram imitar os processos naturais, dando menos ênfase a equipamentos e sistemas. Embora sua abordagem pareça suave, têm se provado resistentes mesmo sob intensa pressão, como durante o furacão Sandy que assolou os Estados Unidos em 2012. Como exemplo, dunas de areia se mostraram eficientes barreiras contra grandes tempestades.

Incentivar o desenvolvimento de infraestruturas verdes requer persistência, convencimento do poder público, regulamentações e códigos de construção. Para auxiliar nesse processo, as cidades e seus subúrbios devem estimular e comercializar soluções verdes. A criação de bancos de mitigação e outras alternativas podem proporcionar um mercado consumidor de infraestrutura verde e torná-la uma prática comum em nossas cidades.

O artigo completo, em inglês, pode ser conferido no link http://www.rpa.org/2012/12/urban-stormwater-systems-go-green.html

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