Tecnologias de despoluição do Rio Pinheiros estão em testes

Tiveram início em 24 de outubro os testes para avaliação das tecnologias para o tratamento das águas do rio Pinheiros que se apresentaram ao chamamento proposto pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado.

Estes testes foram propostos pela Aguas Claras do Rio Pinheiros para que se possa dar base técnica segura às discussões sobre as estratégias a serem adotadas para a despoluição.

Sabemos que a conclusão das obras de coleta e tratamento de esgoto pela Sabesp é a condição necessária para a melhoria da qualidade das águas. Ao mesmo tempo, é imprescindível ganhar eficácia no controle da poluição difusa, especialmente lixo e entulho, pelos municípios.

A pouca quantidade de água presente em nossa bacia do Rio Pinheiros traz a necessidade de se garantir que haverá tratamento das águas ainda que se tenha o controle das fontes de poluição. Mas não há tradição de tratamento das águas dos rios no Brasil de tal forma que os modelos tecnológicos ainda devem ser objeto de muita discussão.

Os testes em realização estão sendo feitos em seis canais que foram construídos especialmente para isso pela EMAE ao longo do rio, junto à Usina de Traição, cada um deles escala, vazão, sedimentos, lodo e água poluída à semelhança do rio.

Estas são as tecnologias que estão sendo testadas:

  • Método Biológico, com aplicação do produto denominado Mycopur elaborado com base em fungos e leveduras.
  • Método Biológico, com aplicação de produto biotecnológico a base de microrganismos naturais aeróbios facultativos.
  • Método Físico e Químico, denominado Sistema FLOTFLUX – aeração, coagulação, floculação, flotação com ar atmosférico e com oxigênio puro e remoção do lodo flotado.
  • Método Biológico, com aplicação do ACCELL 3, obtido pela combinação de proteínas de baixo peso molecular, extraídas de leveduras, com surfactantes, adjuvantes e água.
  • Método Físico e Químico – coagulação, flotação, remoção de lodo flotado e adição de peróxido de hidrogênio.

Ainda está por se definir como financiar e a quem compete a iniciativa de implantar, em escala real, os tratamentos que sejam considerados eficazes.

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