• Um pouco sobre o Rio Pinheiros

    Cheio de curvas, o Rio Pinheiros corta a cidade de São Paulo de sul a sudoeste, sendo margeado pela via expressa marginal Pinheiros. Entender o caminho percorrido pelo Rio Pinheiros é essencial para pensar a cidade, nossas necessidades como sociedade e as consequências da nossa forma de apropriação da natureza. Nem todos sabem, mas o Pinheiros é um afluente do Tietê, e como este, tem um curso bastante particular: corre para o interior, ao invés de correr para o mar.

    No seu curso natural, o Rio Pinheiros (antigo Jurubatuba) era formado pelos rios Guarapiranga (que foi represado no início do século passado) e Grande, seguindo pela cidade de São Paulo até encontrar o rio Tietê, na região próxima ao Cebolão. O rio Grande nasce na região de Paranapiacaba, próximo ao limite do Planalto com a Serra do Mar, e foi represado na década de 30, dando origem à Represa Billings.

    Na mesma época, iniciou-se a canalização dos rios Tietê e Pinheiros e com isso, a água dos dois rios passou a ser bombeada para a represa Billings. As obras de retificação tinham como objetivo de utilizar as águas da região da Bacia do Alto Tietê (onde está a Grande São Paulo) para a geração de energia elétrica e também controlar as inundações em São Paulo. Para isso, foi feita a reversão do curso dos rios em direção ao reservatório Billings e deste para a usina Henry Borden, em Cubatão, transpondo os quase 800 metros de altura da Serra do Mar.

    O Rio Pinheiros tem na poluição urbana – esgoto doméstico e águas pluviais – a sua principal fonte de poluição. Estima-se que os esgotos de mais 1 milhão de pessoas sejam despejados sem qualquer tratamento no rio.

    Existem diversas ações para a despoluição e recuperação deste importante rio. Entre elas, destacam-se as obras de coleta e tratamento de esgotos, previstas para ocorrer com a terceira etapa do Projeto Tietê; as intervenções em seus afluentes, por meio do programa Córregos Limpos; a revegetação de suas margens, por meio do Projeto Pomar; e iniciativas para a ocupação e uso do seu entorno, como a da ciclovia recém inaugurada.  Para que a recuperação do rio se torne uma realidade é essencial o envolvimento dos cidadãos.

    (0 comentários)



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

    *


categorias
tags