• Dois momentos do Rio em uma única imagem

    Ao olhar para o Rio Pinheiros hoje é difícil imaginar sua paisagem original com curvas, meandros e várzeas. Para ajudar a entender, fizemos uma sobreposição de imagens aéreas que mostram o traçado original do rio e o atual.


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    A cidade de São Paulo possui um rico acervo de plantas, mapas e cartas históricos. No caso, utilizamos um conjunto de cartas topográficas publicado há mais de 80 anos, feito pela empresa italiana SARA (sigla que corresponde a Società Anonima Rilevamenti Aerofotogrammetrici), a partir de aerofotogrametria realizada entre 1929 e 1933, que fez de São Paulo a primeira cidade do mundo a possuir um cadastro de plantas articuladas de grande precisão e em escala detalhada. São ao todo 132 cartas cartas (impressas pelo Instituto Geográfico de Agostini, em Novara, Itália), 20 fotocartas e a coleção de fotografias aéreas (verticais e oblíquas), que constituíram a fonte do levantamento.

    A sobreposição foi feita por meio da utilização de aplicativos de Sistemas de Informação Geográfica [SIG], tendo como base as imagens atuais usadas pelo Google Earth (feitas por satélite em alta resolução). Ambas imagens foram registradas com coordenadas, orientação e projeção cartográfica [georreferenciamento] adequadas que estabeleceram a relação do que era o percurso do rio em 1930 e a sua atual condição de canal retificado.

    O mais interessante do mapeamento é que mostra detalhes de um rio que deixaria de existir logo depois, uma vez que foi feito um pouco antes da retificação do Pinheiros, e permite visualizar a proporção da alteração nas formas do relevo resultante da canalização e reversão de suas águas, e também como visualizar como a cidade e seus sistemas viários tomaram conta da planície.

    Nota técnica
    Levantamento topográfico foi realizado entre 1929 e 1933 por meio do método Nistri de aerofotogrametria, feito pela SARA (Società Anonima Rilevamenti Aerofotogrammetrici), empresa italiana.
    São ao todo 132 cartas cartas (impressas pelo Instituto Geográfico de Agostini, em Novara, Itália), 20 fotocartas e a coleção de fotografias aéreas (verticais e oblíquas), que constituíram a fonte do levantamento.
    O material impresso existente encontra-se, atualmente, na sede do Departamento de Patrimônio Histórico – DPH da Prefeitura do Município de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura, acondicionado em arquivos de madeira feitos especialmente à época de execução dos trabalhos. A coleção de fotografias aéreas, que serviu como fonte primaria ao levantamento aerofotogramétrico foi extraviada e todo o material fotográfico original, que tivera sido arquivado em Roma, perdeu-se durante a Segunda Guerra Mundial.
    Utilização de aplicativos de Sistemas de Informação Geográfica [SIG] para a sobreposição das duas imagens: imagem de fundo [matricial] usada pelo Google Earth – opaca, não transparente e uma segunda imagem, a do SARA Brasil [imagens digitalizadas a partir de originais analógicos em papel] que sofreu um efeito de transparência. Ambas imagens foram registradas com coordenadas, orientação e projeção cartográfica [georreferenciamento] adequadas que estabeleceram a relação do que era o percurso do rio em 1930 e a sua atual condição de canal retificado.
    As imagens utilizadas, de altíssima resolução espacial, especialmente captadas para uso do Google Earth, foram feitas pelos satélites do GeoEye e da DigitalGlobe.
    As imagens foram feitas por Eduardo Dutenkefer, que apoiou o trabalho da equipe de produção de conteúdo do projeto coordenada por Marussia Whately (arquiteta e urbanista, consultora na área de recursos hídricos e sustentabilidade)

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