Testes de tecnologias para a despoluição das águas do Rio Pinheiros

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Uma das linhas de ação que a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros desenvolve é a discussão das alternativas tecnológicas, de processos e de gestão que permitam a revitalização das nossas águas.

Os testes de tecnologias de tratamento das águas do Rio Pinheiros, recentemente realizados por diversas empresas, a partir de proposta da Águas Claras e sob a coordenação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, permitiram um avanço muito interessante.

Hoje está claro que todos os esforços para coleta e tratamento de esgoto são necessários e insubstituíveis, mas não são suficientes para que as águas de bacias urbanas ganhem qualidade.

A forte presença de cargas difusas nas águas, trazidas pelas chuvas que enxaguam as ruas da cidade, e que são oriundas de todo o território da bacia hidrográfica, obrigam a que se estabeleçam soluções inovadoras para o tratamento das águas dos córregos que chegam ao Rio Pinheiros. Além disso, parcela importante da bacia do Rio Pinheiros ainda é coberta por ocupação informal, a ser urbanizada pelas prefeituras, para que as redes de coleta de esgoto possam então ser instaladas. E o horizonte desta ação não é de curto prazo.

Ao mesmo tempo, a região metropolitana conta com muito pouca água, e a instalação de pequenas estruturas de tratamento dessa poluição, descentralizadas no território da bacia, poderá permitir inclusive o reuso da água, bem precioso. As tecnologias testadas apontam a viabilidade dessa orientação, mas ainda precisamos amadurecer os modelos institucionais, financeiros e jurídicos para a sua aplicação.

A experiência realizada foi muito bem sucedida: cada uma das empresas participantes alcançou resultados significativamente positivos. A despoluição dos rios urbanos é possível, mas demanda esforços de inovação da infraestrutura, a quebra de alguns paradigmas do saneamento e o aprimoramento da gestão.

Esses bons resultados nos orientam a dar continuidade à atividade da Águas Claras, trabalhando numa nova e promissora etapa, discutindo a implantação de unidades descentralizadas de tratamento, que eventualmente mesclem e combinem tecnologias e processos. Pretendemos desenvolver esse esforço, da mesma forma como viemos trabalhando, criando redes de pessoas e de instituições interessadas e compromissadas com a qualidade das águas, a revitalização de bacias urbanas e a qualidade de vida na metrópole.

Clique na figura para baixar o PDF da publicação da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

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