#ProjetoJaguaré – Modelo para os afluentes do Rio Pinheiros

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A bacia hidrográfica do Rio Pinheiros não será objeto de revitalização e de recuperação de sua qualidade ambiental sem que sejam desenvolvidos novos conceitos e revistos alguns dos paradigmas institucionais, tecnológicos e de projeto que norteiam a gestão das águas e do território urbano. Este é o desafio que resolvemos enfrentar com o desenvolvimento de um projeto para o Córrego Jaguaré. Para tanto, a Águas Claras articulou uma ampla discussão que envolveu a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Sabesp e a Cetesb, e que resultou em um programa de trabalho para a revitalização da bacia hidrográfica de um dos mais importantes afluentes do Rio Pinheiros.

A proposta obteve aprovação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos – FEHIDRO e busca definir medidas estruturais e não estruturais a serem desenvolvidas com uma rearticulação das relações entre os atores que intervêm no território e na gestão da cidade. Trata-se de esforço para permitir o reestabelecimento de funções ambientais das águas desta bacia, entregando águas de boa qualidade ao Rio Pinheiros.

OBJETIVOS

O projeto busca dar respostas à necessidade de novas diretrizes e estratégias para as diferentes políticas de gestão do território, do saneamento e dos serviços de manutenção da infraestrutura urbana. Para isso está sendo elaborado um estudo de diagnóstico da bacia, caracterizando suas condições ambientais, a origem e a dinâmica da degradação das águas. A proposição de ações para a revitalização e construção de um modelo integrado de gestão da bacia hidrográfica do Córrego do Jaguaré vai decorrer da análise das informações deste diagnóstico, devendo ser passível de ser replicado para situações similares.

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O objeto de análise do projeto é a Bacia do Córrego do Jaguaré, que tem 27,5 km2, representando cerca de 10% da área da Bacia do Rio Pinheiros e uma população de cerca de 270.000 habitantes. O Córrego Jaguaré é um afluente da margem esquerda do canal do Pinheiros, e situa-se na posição mais a jusante desse rio. A cabeceira é cortada pela Rodovia Raposo Tavares, na franja sudoeste da urbanização metropolitana, e sua foz encontra-se nas proximidades da Avenida Escola Politécnica, sob a via Marginal do Rio Pinheiros.

A região conta com trechos de córregos que correm a céu aberto, assim como outros em galerias enterradas e, na ausência de rede coletora, uma parcela considerável das edificações lança seus esgotos diretamente na rede de drenagem pluvial ou diretamente nos corpos hídricos.

GERENCIAMENTO

A coordenação geral dos trabalhos realizados pelos especialistas e a instituição contratada (Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica) é responsabilidade da Águas Claras do Rio Pinheiros tanto nos aspectos técnicos e científicos, quanto nas questões administrativas.

ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL

A metodologia estabelecida pelo projeto demanda grande investimento para garantir trabalho em rede, envolvendo diversas instituições públicas e privadas. Há um esforço, portanto, para realizar uma sistemática de reuniões e visitas técnicas em órgãos públicos, tais como Prefeitura, Subprefeituras, Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A –  EMPLASA, Companhia Ambiental Paulista – CETESB, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP.

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