História


Nos tempos coloniais era chamado de Jurubatuba, que em tupi significa “lugar com muitas palmeiras jerivás”. Foi a partir de 1560, quando os jesuítas criaram um aldeamento indígena de nome Pinheiros em virtude da grande quantidade de pinheiros-do-paraná da região, que o rio também passou a ser chamado de Pinheiros.
O principal caminho de acesso à aldeia era o Caminho de Pinheiros, que hoje é a Rua da Consolação. Com a construção de pontes, idealizadas para permitir sua travessia, aos poucos suas margens foram sendo ocupadas.

No início do século XX, com a chegada de imigrantes que também se instalavam às suas margens, o rio começou a se transformar e sofrer as primeiras de muitas modificações.

Dentre os muitos rios da metrópole paulista, o Rio Pinheiros talvez seja aquele com o qual a população mais conviveu intimamente até poucas décadas atrás. Aproveitado por clubes esportivos que estavam situados em seu entorno, o rio era local de lazer e de inúmeras competições.

As grandes transformações vividas por esse rio tiveram início na década de 1930, quando grandes obras foram realizadas para permitir a retificação de seus meandros e a drenagem de seus brejos. Com a instalação de barragens e de bombas, o curso do rio Pinheiros passou a ser revertido, deixando de correr na direção de sua foz original no rio Tietê, e passando a alimentar a represa Billings com suas águas e também com parte das águas do próprio Rio Tietê.

A represa Billings era usada para abastecimento público, mas, principalmente, para reservar águas a serem enviadas por tubulação Serra do Mar abaixo, aproveitando um desnível de mais de 700 metros para a geração de energia elétrica na Usina de Henry Borden, em Cubatão. Foi essa energia que permitiu a industrialização de toda a região.

Assim, a partir de 1940, as áreas de entorno do rio, que eram inundadas a cada chuva, foram urbanizadas e ocupadas. Essas obras, junto com a construção de vias expressas de tráfego, fizeram com que o Rio Pinheiros se isolasse do cotidiano das pessoas antes mesmo de suas águas estarem contaminadas pela poluição.

A expansão urbana deu-se sem a necessária infraestrutura sanitária, sem o controle dos efluentes domésticos e industriais, e com precários serviços de gestão de resíduos. Foi dessa maneira que o mesmo rio utilizado pelos atletas foi se transformando em um dos grandes problemas ambientais que a maior cidade do país enfrentaria durante as próximas décadas.

Confluência dos Rios Pinheiros e Tietê, 1929

Crédito: Domínio público

Cochos (para prática de natação) no Rio Pinheiros, 1932

Crédito: Centro Pró-Memória do Esporte Clube Pinheiros

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